Temer diz que governo acionou 'forças federais' para desbloquear estradas
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| Temer diz que governo acionou 'forças
federais' para desbloquear estradas. (Foto divulgação) |
Por: Guilherme Mazui, Laís Lis, Yvna Sousa e Alexandro Martello
O presidente Michel Temer
disse nesta sexta-feira (25), em pronunciamento no Palácio do Planalto, que
acionou forças federais para desbloquear estradas, ocupadas por caminhoneiros em greve.
Temer optou por acionar as
forças federais depois de se reunir com ministros para uma "avaliação de segurança" no
país, já que a greve dos
caminhoneiros continuou, apesar do acordo
firmado entre governo e representantes da categoria na noite de
quinta (24).
O governo informou que já entrou em contato com governadores, para que as polícias militares também sejam utilizadas na operação para desbloquear rodovias estaduais.
Em razão da
paralisação, faltam alimentos em
supermercados e combustível em postos de gasolina. O transporte coletivo
em diversas cidades foi afetado, indústrias pararam atividades e voos começaram
a ser cancelados por falta de combustível nos aeroportos.
"Comunico
que acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e
estou solicitando aos senhores governadores que façam o mesmo."
Temer disse que tomou a decisão para
evitar desabastecimento generalizado para a população.
"Não vamos permitir
que a população fique sem gêneros de primeira necessidade. Não vamos permitir
que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas. Não vamos permitir que
crianças sejam prejudicadas pelo fechamento de escolas. Como não vamos permitir
que produtores tenham seu trabalho mais afetado", afirmou Temer.
O governo vai publicar um decreto na
tarde desta sexta-feira para autorizar o acionamento das forças federais.
Apesar do decreto ainda não
ter sido publicado, as Forças Armadas já estão mobilizadas, segundo o governo,
mas vão esperar a publicação para iniciar os trabalhos.
Ainda de acordo com a
assessoria, as rodovias devem ser totalmente liberadas. Com isso, caminhoneiros
manifestantes não poderão ficar nem no acostamento. Os militares vão poder
entrar em caminhões, se for o caso, para retirá-los da via.
Os caminhões poderão ser
apreendidos e os motoristas, presos.
O governo informou que já
entrou em contato com governadores, para que as polícias militares também sejam
utilizadas na operação para desbloquear rodovias estaduais.
Segundo o governo, a
prioridade do desbloqueio é garantir abastecimento de combustível em seis
aeroportos e duas termelétricas. Entre os aeroportos, estão Brasília, Recife,
Congonhas, Confins e Porto Alegre.
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| Protesto de caminhoneiros na BA-526,
em Simões Filho, na Bahia (Foto: Juliana
Almirante/ G1) |
Confaz
Durante a reunião do Conselho
Nacional de Política Fazendária (Confaz), que
decidiu por uma redução extra de R$ 0,05 no preço do diesel, o
presidente Michel Temer defendeu sua decisão de convocar Forças Armadas, Força
Nacional de Segurança e Polícia Rodoviária Federal para dar fim à greve dos
caminhoneiros e liberar as estradas.
Para Temer, a população esperava “uma palavra dessa
natureza”.
“Assim como nós tivemos coragem do diálogo, nós temos a
coragem de exercer autoridade. E eu estou colocando todas as forças federais
para garantir a livre circulação e, naturalmente, o abastecimento do país. Eu
acho que o país esperava uma palavra dessa natureza”, declarou o presidente.
Ele afirmou que o governo federal está acompanhando a
greve dos caminhoneiros desde o início, porque “desde logo, desde a deflagração
do movimento, percebemos a gravidade desse movimento”.
Temer avaliou que a greve “está atingindo seu pico no
dia de hoje” e que diante do quadro, foi preciso adotar a medida.
O presidente disse ainda aos secretários estaduais de
Fazenda que participavam da reunião que está entrando em contato com os
governos estaduais para garantir a normalização das estradas.
"Como os senhores vão voltar para os seus estados,
eu já me comuniquei com vários governadores, estamos falando com vários
governadores, para que eles também ajudem, com seus instrumentos de segurança,
a regularização do transporte nessas regiões. Se não assegurarem, as forças
federais assegurarão”, declarou.



