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Pojuca arrecada quase R$ 10 milhões de reais a mais no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2017

Sede da prefeitura de Pojuca (Imagem Ilustrativa)
Por Natan Fontes

R$ 55,3 milhões de reais, foi o valor arrecadado pela Prefeitura Municipal de Pojuca na Região Metropolitana de Salvador (RMS) no primeiro semestre deste ano. A receita representa acréscimo de aproximadamente 82,5% com relação ao mesmo período de 2017, quando R$ 45,6 milhões de reais entraram nos cofres públicos. 

Ao total o acréscimo real foi de R$ R$ 9.683.371,48 (nove milhões seiscentos e oitenta e três mil trezentos e setenta e um reais e quarenta e oito centavos).

Os dados foram obtidos em levantamento realizado junto ao Banco do Brasil. Transferências (repasses) da União e do Estado representam grande parte da receita do município.

Apesar da situação financeiramente favorável, a cidade de Pojuca não tem sinalizado crescimento em diversas áreas do município. Recentemente o Índice de Desenvolvimento Municipal (IFDM) classificou a ex-cidade modelo como o segundo município que menos se desenvolveu na região.

Gráfico de arrecadação (imagem ilustrativa)
Na questão aplicação de recursos, a atual gestão municipal declarou ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia – TCM BA que investiu de janeiro a maio deste ano o valor de R$ 5 milhões de reais na área da saúde e R$ 11,1 milhões na manutenção e desenvolvimento do ensino municipal.

Questionado sobre a situação das contas públicas em uma rádio da cidade de Mata de São João em maio do ano passado, o prefeito Carlos Eduardo Bastos Leite, mais conhecido Duda Leite (PSDB) se esquivou, falando da gestão do seu antecessor e parceiro de governo Doutor Toinho e um ano amargo no qual Pojuca passaria.

A MARGEM DO DESENVOLVIMENTO (OPINIÃO)
Pojuca que já foi conhecida a nível de estado como uma das cidades mais desenvolvidas da Bahia, hoje não passa de mais uma cidadezinha retrograda; rica, porém pobre.

O progresso de outrora, aonde o comércio vivia em constante movimento, aonde Pojuca comprava e realizava obras com seus próprios recursos parece ter ficado para trás, assim como o seu belo passado de cidade modelo. A palavra de ordem dos últimos anos e dos administradores é “estamos em crise financeira”, mesmo essa sendo contrariada com dados e números reais.

A mediocridade tomou conta de Pojuca. Tomou conta daqueles que ocupam e/ou ocuparam a principal e mais poderosa cadeira da cidade assim como tomou conta de seu povo, que aceita da forma mais passiva e vergonhosa possível as migalhas que são oferecidas a si próprio durante os últimos anos.

Até onde Pojuca poderá e descerá mais? Ninguém sabe, mas, o que todos nós sabemos é que o buraco pode ser mais extensivo do que nós mesmos podemos imaginar.
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