POJUCA: Movimento da Feira Municipal despenca e preços disparam
Por: Natan Fontes
Na feira livre municipal de Pojuca, o cenário deste
sábado (26) foi diferente do normal; o movimento de pessoas circulando (e comprando)
reduziu pela metade, segundo comerciantes entrevistados pela nossa reportagem.
Os preços de alguns insumos também subiram e alguns produtos já faltava nas diversas
bancas por conta do abastecimento prejudicado pela greve dos caminhoneiros.
Segundo o comerciante Rui Barbosa da
Silva, as vendas de frutas e legumes caíram 50% nos últimos dois dias. Em
contrapartida, o preço de tudo subiu, no mínimo, 30%. O saco de batata inglesa,
que costuma ser vendido a R$ 180 no Ceasa, foi comprado por R$ 380.
O
impacto foi diretamente no preço final: se antes o quilo do legume saía por R$
3, hoje está custando até R$ 7, dependendo da barraca. A preocupação é
com o estoque, que está em baixa. “Se continuar desse jeito, no próximo final
de semana não vai ter nada aqui. Vai ser complicado”, desabafa.
| (Foto: Natan Fontes – Reprodução) |
Gervásio Nishino, dono de um box na Feira Municipal há
40 anos, é otimista. O comerciante, que já passou por outras crises de
abastecimento, acredita que não adianta subir os preços dos alimentos. Mesmo
tendo pouco mais de dois quilos de tomate em seu estande (ele esperava receber
um carregamento de 70 caixas ontem), ele manteve o valor da fruta. “Não adianta
se estressar, ninguém vai morrer por ficar uma semana sem comer batata ou
tomate”.
Já para a comerciante Katia Mara Mendes dos Santos, o momento é de tensão. “Estou preocupada porque não sei até quando vai durar isso. As vendas diminuíram. Não deu para comprar abacaxi, nem banana”, conta.
O analista de sistemas César Butym é cliente assíduo do mercado livre e hoje notou a diferença tanto nos preços quanto na movimentação do mercado. Mesmo assim, saiu de sacolas cheias. “Tudo teve uma alta, mas nós entendemos e respeitamos os motivos. Não acho que precisa estocar alimentos, isso só causa transtorno e desperdício.”

